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Os cabelos têm papel
social significativo nas diversas culturas. Com variações de acordo
com a cultura, os cabelos – com suas variações de textura,
comprimento, cor, etc. – podem ser sinal de beleza, virilidade,
saúde ou feminilidade. Em quase todas as culturas homens e mulheres
apresentam diferenças notáveis de penteado, comprimento e uso
estético e social dos cabelos.
Já nos tempos da
mitologia os cabelos tinham um significado tão forte, que aos deuses
e personagens míticas eram atribuídos os seus poderes. Afrodite
cobria a sua nudez com a loira cabeleira e Sansão derrotou os
filisteus quando recuperou os seus cabelos preciosos.
Na Grécia antiga, oferecer as madeixas aos deuses representava um
acto supremo, como se vê quando Berenice cortou os seus cabelos e os
ofereceu em sacrifício a Afrodite, para que seu marido Ptolomeu
voltasse ileso da guerra da Síria.

No antigo Egipto o cabelo era sagrado
No Egipto antigo os faraós tinham nas perucas formas de distinção
social, enquanto que para os muçulmanos manter uma pequena mecha no
alto da cabeça era o ponto para que Maomé os conduzisse ao paraíso.
Ao observar o cabelo
como ornamento, é preciso ter em conta a diferença entre homens e
mulheres. E também a diferença entre cabelos lisos e cabelos crespos
ou anelados. O facto mais admirável, no que diz respeito a estes
aspectos, é que parece haver uma tendência de troca de papéis. Os
homens passaram a usar penteados que, antes, eram tipicamente
femininos. Os homens de cabelo crespo usam o cabelo trançado em
penteados muito bem desenhados; os de cabelo liso passaram a usar
rabo-de-cavalo.

Os cortes de cabelo nunca foram iguais
Os cabelos femininos
estão atrelados à sedução, a ponto de a História lhes o poder de
levar os homens a perderem o juízo. Não é à toa que as bruxas,
prostitutas e demais anarquistas cabeludas eras punidas a tesouradas
e gentilmente convidadas a arder na fogueira (ruivas,
principalmente), como Joana d'Arc e o seu cabelo curto.
Mas hoje o que
permite que cortes e maneiras de cuidar do cabelo façam sucesso, é a
ideia do que essas práticas transmitem. Como exemplo, temos as
mulheres francesas que, de acordo com os historiadores,
passavam uma pasta nos cabelos para os clarear. Elas procuravam o
loiro, que era sinónimo de angelical, cuidado, pureza. Além disso, a
representação da virilidade, da força, e no caso das mulheres, da
sedução, associada aos cabelos, era exposto nos retratos pintados.

Mais do que moda, o cabelo é uma imagem de marca
Mas e quando se fala
dos homens? Ter a cabeça rapada já foi sinónimo de sabedoria, como
sinal de desapego pelos sacerdotes egípcios, e agora, ficar sem os
cabelos não é muito preocupante. Está na moda. Todos os homens, de
uma maneira ou de outra, têm uma história para contar. Conta como
ele já foi e como ele está no momento.

O cabelo rapado hoje é moda e pode ser "chic"
Como o cabelo não se
separa do indivíduo acompanha todas as fases da sua vida e pode ser
usado como marcador dessas fases. Quando se decide mudar, o cabelo é
logo o primeiro a sofrer alguma alteração, pois é o que expomos, com
apetrechos ou não.
Logo, a história do
cabelo é a sua história.
Fotos:
divulgação |