O
COMPRADOR DO FUTURO SERÁ MODESTO
Muda o consumidor e muda a experiência de compra
Wesley Hutchinson (Professor
de Marketing,
Wharton) prevê que
nos próximos meses
os consumidores vão
aprender a ser mais cautelosos,
um hábito que mais
tarde, quando a economia se recuperar
novamente, poderá ser
mantido. "Até certo ponto,
todos agora já sabem
alguma coisa dos mercados financeiros
e os perigos do uso
abusivo do crédito."
Stephen Hoch
(marketing, Wharton)
acredita que o consumidor
vai mudar a lógica.
Até à muito pouco tempo, as pessoas sentiram que
tinham o direito de se "dar"coisas.
Essa ideia foi
baseada na crença de que
tanto tempo e esforço
despendido para ganhar dinheiro,
seria precisamente satisfazer alguns gostos.
Lojas de artigos de
luxo incentivavam a esta
ideia de mérito.
Para Erin Armendinger também da Wharton, os consumidores cortam nos seus gastos, não por escolha mas porque o cartão de crédito e outros credores já não oferecem com tanta facilidade a “farra de compras” que alimentou a crise financeira actual. Esta posição sobre a extensão do crédito aos consumidores parou abruptamente, sendo que têm agora que recuar e repensar as suas atitudes para com os gastos.

Escolher o vestuário a pensar no amanhã
No futuro, os compradores vão-se aprender a concentrar sobre o valor dos bens e serviços, diz Armendinger. "Sapatos de marca que há cinco anos custavam entre 300 e 500 dólares, nos dias anteriores ao colapso financeiro custavam entre os 800 e 1000 dólares”, sendo que se vendiam como pão quente. Mas houve aumento de 100% na proposição de valor? Não. Toda a gente estava presa no vórtice do crédito fácil e no sentimento de ser rico.

As grandes marcas já não cobram o que cobravam até à bem pouco tempo
Armendinger aponta
para uma outra consequência
da crise nos padrões
de compra. Os americanos tinham
este nível excessivo
de consumo,
entre outras coisas, porque as casas
eram grandes o
suficiente para armazenar, por exemplo, 10
embalagens de água
mineral. Noutros
mercados, talvez as pessoas
tenham a mesma
tentação, mas sofrem com a limitação
de espaço.
Para Paco Underhill,
autor de “Why We Buy:
The Science of
Shopping”, depressão
permeia todos os
níveis. Os tempos são negros e
esperemos que provoquem uma verdadeira
introspecção em muitas pessoas.
Imagens: Divulgação





